
Penny & The Quarters é uma banda de Soul Music "perdida", que ganhou destaque em 2010, após uma demonstração inédita de sua canção "You And Me" que foi usado no filme BLue Valentine - Namorados para sempre. Entre os anos de 1970 e 1975 a banda foi convidada para gravar uma Demo em um estúdio em Ohio, cidade norte americana. As músicas eram para catálogo da gravadora Columbus. Porém, nunca chegaram a ser gravadas por ninguém. A música foi redescoberta após a morte do dono do estúdio em 2006 em fitas de acetato. A descoberta se deu quando venderam o imóvel do falecido. Elas foram posteriormente dado a uma empresa de registro de arquivo e logo depois a um musicólogo da Columbus.
O Ator Ryan Gosling após ouvir a canção recomendou ao diretor Derek Cianfrance para não só incluir no filme, mas também, ser a música tema do casal protagonista da película. A empresa de arquivo musical procurou os mebros ainda vivos do conjunto e os familiares para compartilhar os royalties.
A música deu um charme a mais ao filme Blue Valentine - Namorados para sempre. A nostalgia da canção elucida a paixão do personagem de Ryan Gosling para com a personagem da atriz Michelle Williams. Paixão que no passado era mais forte e com o passar dos anos se abala. Recomendo o filme, não só pela música, mas pelo muito bem escrito roteiro e pelas excelentes atuações. Não pense num romance "água com açucar." O filme nos traz emoções mais fortes. Apesar da história não ser a mesmo, me lembrei do filme Closer - Perto demais de Mike Nichols, por ser por vezes denso. Vale a pena assistir os dois.
Clique no link abaixo para ver o clipe e assistir a música.
http://www.youtube.com/watch?v=aZUm2Gp3_AA
MORRO DO CRISTO
Uma pintura esculpida pela natureza.
Ela serve de pano de fundo para os meus escritos.
Fico triste quando tem névoa...
Giro em seu redor e descanso minhas vistas em seus cabelos verdes.
O dono está lá em cima de olho em tudo que existe.
Mais uma vez giro em seu redor.
Você ficará até o fim dos tempos
E eu te contemplarei até o resto dos meus dias.
Cláudio Kaz

MULHER, SEMPRE MULHER
Mulher do deserto. Mais bela que as tamareiras. Sua voz é mais suave que o vento. Vento que sopra as folhas. A fruta de tâmara é seu coração. Sua simplicidade. Sua espera. Espera pelo homem. Que assim como as areias do deserto. Vaga pela solidão de um sol quente. (Cláudio Kaz)

VOU ME ENTORPECER BEBENDO VINHO
Não guarde seus sentimentos.
Ei sei que ainda é cedo.
Com o tempo e aproveitando os momentos, você vai perder o medo.
Sua alma...
Eu vejo através de um copo de vinho tinto.
É assim que eu me sinto!
Esperarei mais um tanto
E verei sua alma através de um copo de vinho branco.
Beberei e saberei:
A safra, o ano.
Molharei meus lábios em teu sangue.
Escutarei você pelo coração.
Sentirei teus sentimentos pelo ouvido.
Sou alcóolatra.
Preciso do seu vinho.
Quero bebê-lo, tomá-lo, degustá-lo a todo momento.
Mas, sou um cão sarnento.
Durmo ao relento.
É só beber seu vinho...
Queria ser a rolha da tua garrafa.
E deitar sua garrafa, deixá-la horizontal.
E encostar em você a todo momento.
Mas, sou cão sarnento.
Durmo ao relento.
É só beber seu vinho...
Que não me sinto mais sozinho.
(Cláudio Kaz)

MARIA
Cansade de guerra, Maria volta para casa.
Prepara o café, fuma um cigarro.
Senta e fica olhando a janela.
Vê pessoas diferentes juntas.
Vê calma, tristeza, melancolia,
Disfarçados de sorrisos.
Cansada de guerra, Maria conta para alguém como sua vida está.
Vê indiferença, egoísmo.
Sente falta dos tempos de ouro, que terá só quando morrer.
Conforme a música está Maria dança.
Nada de mais, a música é lenta.
Traduz um marasmo, preguiçoso e vil.
E Maria diz:
- Viu só como ele é vil?
Então Maria vai se deitar.
No sono não sonha.
Apenas dorme leve, superficial.
Um alfinete no chão a acorda!
Cansada de guerra Maria repete a dose.
Outro dia nasce, mais um morre.
Os dias estão quites.
E Maria, continua lutando...
(Cláudio Kaz)

PAIXÕES E CONFISSÕES
Escrevo teu nome em todas as folhas.
Mas, tampo minha boca com um rolha quando perguntam de você.
Desvio verbas do meu coração para o meu cérebro.
Porém, no fundo...
O resto é seu rosto.
Fixo minha mente em um texto durante a eternidade de um minuto.
E, no resto, penso em seu rosto, seu corpo,
Durante a faísca de um dia.
Cansado de esperar, eu me olho no espelho.
Faço teatro.
Envelheço.
E o resto...
É seu rosto.
(Cláudio Kaz)

MENINO DAS CAVERNAS
Menino vendedor de picolé, me diga o que você quer.
Se é meu dinheiros ou minha atenção.
Se é meu isqueiro, se é meu relógio.
Se é meu carinho ou meu coração.
Você que mora errado.
Você que é errante errado.
Sofredor carente.
Aspirações inteligentes.
Deseja o mundo como o mundo o deseja.
Mas, parece que o mundo o deseja mais.
Mais forte.
Quase o consome.
Mas você é forte!
Vive nas cavernas.
Mas sabe a lei das selvas.
E quando precisa, se esconde na relva.
E foge da raiva.
Pobre menino das cavernas.
Seu lar não tem porta.
Todos entram a hora que querem.
Você se defende...!
E eles te matam.
Você corre.
Depois morre.
Você prevalece.
Depois falece.
(Cláudio Kaz)

LUZ DOS OLHOS TEUS
Eternas lembranças de caminhos meus.
Enxergo meu rosto:
- Na luz dos olhos teus.
Antecipo verdades.
Estrago mentiras.
Limpo minha mente:
- Na luz dos olhos teus.
Peço, mas não pego.
Estudo e sou estudado.
Velejo, mas sou derrubado.
E somente me refaço:
- Na luz dos olhos teus.
(Cláudio Kaz)
Obs.: Vou colocar algumas poesias e contos meus no blog de vez em quando.

Ainda estou meio crú nesse lance de blog. Mas vamos com calma. Já li muitos livros, escutei milhares de músicas e o mesmo sobre filmes. Fiquei uma semana pensando em qual deles escrever. É absurdo como pensei e não cheguei a nenhuma conclusão nenhuma. Então eis que me surgiu o mais óbvio! Vou falar sempre da última coisa que li/escutei/assisti. Começarei então com a literatura que está "fresquinha" no meu cérebro.
Herman Melville escreveu um clássico universal. Um livro que serve para qualquer idade. O texto traz muito conhecimento sobre coisas específicas como a pesca de baleia no século XIX e também sobre a vida de forma geral. Certas partes do livro são tão filosóficos que alguém desavisado pode ficar meio perdido. ´Tudo bem, eu confesso! Pulei algumas dessas páginas porque era um desses desavisados. Por se tratar de um trabalho de 1851 a linguagem é bem prolixa. E a precisão dos detalhes é tão grande que faz o livro ser... grande! Óbvio né? Minha edição da Martin Claret tem 569 páginas. O que assustou também quando fui comprá-lo. Descobri nas primeiras páginas que se tratava de um livro contendo os 2 volumes da obra.
Assumo que fiquei um pouco desapontado em relação a isso. Achei que o texto seria totalmente de ação. Como nos filmes. Situações inusitadas e tal. Quando vi a quantidade de páginas, desconfiei. E realmente tinha de ser desse jeito. Principalmente porque Melville embarcou na vida real em um návio baleeiro por onde ficou 4 anos. E a partir desses relatos escreveu a obra de ficção. Acredito que algumas passagens devem ser quase autobiográficas.
A história é narrada por Ismael. Alter-ego do autor. Um homem que sem dinheiro e meio sem perspectiva de vida resolve conhecer " a parte aquosa do mundo". Parte então em busca de aventura dentro de um navio de caça de baleias. Conhece porém, antes de embarcar, Quiqueg, um indígena com quem terá fortes laços de amizade e o acompanhará durante toda a história. Várias figuras vão surgindo durante o romance. Porém, a mais marcante vai ser de Acab, capitão do navio Pequod. Um homem amargurado e com um desejo de vingança que chega ao nível da obsessão. Aleijado, perdeu uma das pernas na tentativa de capturar a misteriosa Moby Dick. Daí vem sua vingança. Entretanto, tem partes do livro em que te faz pensar se Acab realmente queria se vingar pela perda da perna ou por sentir o gosto da vitória sobre um ser que assim como na vida real, era quase uma lenda. Muitos ouviam falar sobre, mas quase ningúem a tinha visto. Para mostrar isso, na metade do livro os passageiros do navio avistam um Kraken! Uma lula gigante que vive no imaginário do povo nórdico. Moby Dick mesmo só será visto bem final do livro. E quando eu digo bem no final, é bem no final mesmo!
Sempre tive vontade de lerr livros clássicos. Costumo ler bastante textos brasileiros. De vez em quando leio alguma coisa gringa. Moby Dick me motivou por que gosto de ler livros que foram adaptados para o cinema. Já fiz várias vezes e depois analiso os dois trabalhos. O primeiro que fiz foi Buffo&Spallanzani de Ruben Fonseca (que será analisado mais tarde aqui mesmo no blog). Agora estou meio sem coragem de assistir o primeiro filme intitulado de Moby Dick. Provavelmente será bem mais dinâmico que o livro. Mas foi ficar com o gostinho do excelente livro. Mas não vou resistir por muito tempo porque as críticas sobre o filme são ótimas. Também né? Dirigido por John Huston e estrelado por Gregory Peck o filme é de 1956. Já sairam algumas versões para a TV americana. Porém de qualidade inferior.
Ano que vem, quem quiser esperar um pouco, poderá ver uma versão mais atualizada de Moby Dick nos cinemas. Está sendo montada uma superprodução dirigida por Timur Bekmambetov, o mesmo diretor de Guardiões do dia, Guardiões da noite e o mais atual O procurado. Esse último com Angelia Jolie no papel principal. Vale a pnes esperar para ver efeitos especiais exuberantes. Porém se você quer realmente sabe a fundo o grosso da história, não deixe de ler o livro.
Olá amigos! A partir de agora quem quiser saber um pouco mais sobre essas 3 formas de arte que aprecio muito, poderá trocar idéias comigo no meu blog. Trabalho com música e sou grande admirador de cinema e tento flertar um pouco com a literatura. Então irei escrever um pouco sobre minhas experiências e minhas interpretações e visões sobre o assunto. Espero que gostem do conteúdo e aguardem a primeira postagem. Abraços.
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